Resenha

RESENHA DO FILME || DUCK BUTTER

Olá Nossos Devanienses!

 

Duck Butter e os desafios da representação lésbica na cultura pop |

 

É um filme fofo e divertido.

Há uma frase que se destaca, para mim: Tenta fugir do caminho fácil. Sim, devemos. É complicado, mas devemos.

O filme começa com a vida seja a vida. Uma delas perde o trabalho do qual lutou e gostava. Como se nada fosse. Como se ela fosse só um número. Que qualquer pessoa faria o mesmo trabalho com a mesma paixão. Como se ela fosse descartável e não uma pessoa. Que se lixem as contas dela, não são de quem a despediu. Não interessam para eles. Despedem como se nada fosse.

Durante esse fim-de-semana, existiram confissões, desabafos e curas internas. Ambas têm feridas identicas e tentam curar-se mutuamente.

 

Critica: Duck Butter - Metafictions

 

Elas, mesmo assim, acreditam. Eles não te vão levar a sério se não souberes dizer não. Eles, os que a despediram.

Uma é leve e a outra é mais racional, mais travada. Sim, travada é a palavra certa. Tinha receio do futuro. Receio de amar, talvez. Elas mal se conheciam, é normal. Além disso, não eram duas adolescentes, bem pelo contrário. Eram jovens, mas adultas. A mais leve tinha, pela aparência, vinte e poucos e a outra vinte e muitos. Não podem levar a vida como se fosse um conto de fadas. A vida é a vida. Não é nenhum conto de amor. A vida não pode ser levada com leveza imatura.

Sim, leveza imatura. “Esse quadros são feios, queima.”. “Mas foi o meu Pai quem pintou.”. “Não interessa.”. Wha…? As coisas não são assim, há uma coisa chamada de valor sentimental e isso é insubstituível. Claro, que não pode, nem deve ser queimado do nada. Qual é o problema dela? Só faltava afirmar, que como não é dela que não faria mal queimar. Há pessoas que não têm noção. Não é uma questão de ser materialista e que devemos ser desapegados. Não! As coisas, por mais pequenas que sejam (não o caso), têm o seu devido valor. Foi um quadro pintado à mão por alguém de quem ela gosta, conforme ela disse. Não é assim. Não pode ser assim. As coisas e as pessoas não são descartáveis. “Estragou, substituis.”. Não é assim! Não pode ser assim. Há uma coisa chamada de sentimentos. Sim, podemos ter sentimentos por objectos. Eu tenho pelas minhas coisas e não é errado. São todas insubstituíveis.

Não, eu não dou os meus livros. Não, eu não empresto os meus livros (Tirando umas excepções, conta-se pelos dedos duma mão.). Sim, sou apegada a eles. Alguns foram ofertas. Alguns foram comprados com o meu dinheiro. Alguns recebi para trabalha-los. Sim, têm valor para mim. Não são qualquer coisa.

Beijinhos

 

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