Resenha

RESENHA DO LIVRO || ONDE CRESCEM LIMAS NÃO NASCEM LARANJAS

Olá Nossos Devanienses!

 

Amanda Smyth | Penguin Random House

 

Que livro espantoso. Este é um dos livros que toda a gente deve ler. É maravilhoso! Esta estória é fantástica e marcante. Muito marcante mesmo e tocante. Li do dia dois de Maio ao dia dez do mesmo mês. Mais uma prova que mesmo que o livro seja muito bom pode demorar o seu tempo.

Estou tão abismada. São temas que acontecem todos os dias, dois delas é o machismo, tanto feminino como o masculino, e o aproveitamento social. Infelizmente, há machismo no feminino. E as pessoas acham normal, pois foram assim educadas. É um ciclo vícioso. Vou dar um exemplo deste caso: Quando a mulher traí, a culpa é dela. Correcto. O relacionamento é a dois e não a três. Deve respeito e fidelidade à pessoa com quem está. MAS se for um homem a trair, a culpa é da Amante. A sério, Sociedade?! O homem é, automaticamente, inocente! Os homens nem precisam, neste caso, atacar a Amante, as próprias mulher o fazem. Os homens defendem-se entre si, as mulheres julgam-se. Eu não acho normal! Estamos no século vinte e um ou no quinze? Por vezes fico na dúvida.7

 

Amanda Smyth (@AmandaSmyth8) | Twitter

 

Marquei duas frases que me fizeram pensar:

Só uma luta se fizeres dela uma luta.

As pessoas estão sempre prontas para atirar pedras. 

Uma crítica maravilhosa à Sociedade. As pessoas estão sempre a atirarem pedras umas às outras e fazem-no com dedicação, como se fosse a obrigação delas fazerem isso. É como quando alguém incomoda, se tu mostras que estás incomodado, a outra pessoa chateia-se, pois é o dever dela incomodar-te. É a Sociedade que temos. Aquela que absorve tudo da televisão e nada dos livros. Uma bosta. Começa de novo.

 

do meu pedestal: "Onde Crescem Limas Não Nascem Laranjas", de ...

 

Tem, pelo menos, dois seres desperzíveis que passam impune, pois são homens. Tudo bem que um morre, mas não por tudo o que fez. Até porque este fez questão de dizer durante anos que a miúda mentia, só para sair ileso, como saiu, das suas maldades. É preciso ter uma mente muito doentia. Ele esteve durante oito anos, pelo menos, a planear tudo aos mais pequeno pormenor. Depois quem ficou mal? A vítima. Quem fica com a dor não é quem aleija e isso é injusto.  Porquê que quem dá o pontapé não é quem se magoa? Depois a vítima fica com os traumas e quem lhe fez mal passa por coitado e defendido.

Sendo pesquisei, Trindade e Tobago é uma nação caribenha composta por duas ilhas, perto da Venezuela, com tradições e cozinhas crioulas distintas. A capital de Trindade, Port of Spain, recebe um ruidoso Carnaval com música calypso e soca. Existem várias espécies de aves em santuários como o Asa Wright Nature Centre. A ilha mais pequena de Tobago é conhecida pelas praias e pela reserva florestal, Tobago Main Ridge Forest Reserve, que abriga beija-flores. Faz parte da América do Sul. Fiquei curiosa, pois existe a Trindade aqui no Porto, Portugal, mas eu tinha a certeza absoluta que não era a este local que a Escritora se referia.

Quem nunca leu, leia. É muito marcante. Eu chorei. Uma das partes que chorei foi quando uma das personagens morreu da mesma causa duma pessoa que marcou muito a minha vida. Quando estava a ler os sintomas já esperava. A pessoa que me marcou, tinha receio de ir ao Médico dizer que tinha sangramento vaginal, pois já era idosa e tinha vergonha. Isso custou-lhe a vida tal como a personagem. Vou citar essa parte ” O tumor no seu ventre era grande, do tamanho dum bebé de nove meses, e o Cirurgião ficou surpreendido por ela ter sobrevivido durante tanto tempo sem interverção cirúrgica.”. Tal e qual o que se passou com essa tal pessoa. A ficção imitou a realidade. E um dos desejos dessa personagem antes de morrer foi: Não deixes que o Roman ganhe.

Isto é só a visão de Celia, não sabemos se a personagem contou a verdade antes de morrer ao Pai de Celia e ter originado o final. Temos de ter isso em conta. É a visão de Celia e não de todas as personagens. Porém, só tenho a escrever: Que vida a dela!

 

Henri Rousseau Ténica: óleo sobre tela The dream, 1910 Localização ...

 

Sobre a Escritora, encontrei o seguinte na Wook: Amanda Smyth nasceu em Trindade, mas tem origens irlandesas e portuguesas. Concluiu o mestrado em Escrita Criativa na UEA, em 2000. Os seus contos têm sido publicados na New Writing e na London Magazine, para além de transmitidos na Radio 4. Amanda Smyth recebeu uma bolsa do Arts Council para a escrita de Onde Crescem Limas não Nascem Laranjas.

Na Wook, Bertrand, Círculo de Leitores e outros sítes de livraria não encontrei como disponível, só no OLX. Valem mesmo a tempo ser lido. É daqueles livros que deve ser mesmo lido por toda a gente, a sério. Tem uma história muito poderosa. Arrepiante. Marcante. Alucinante. Real. Desumano. Banal.

Sim, o que é desumano pode ser banal. Incrível quando nos estamos a referir ao século vinte e um. O que é desumano é banal para muita gente. É o Mundo em que vivemos.

Beijinhos

 

 

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