Texto Pessoal

Texto Pessoal || O Meu Caixão

Olá Nossos Devanienses (E Quem Está No Nosso Caixão)!

Hoje venho partilhar convosco mais um dos meus textos.

Cai. Já esperava. Quase certo. Nem penso na dor. Não durmo. Eu desperto e vejo tudo. Sei tudo de cor. Tudo o que dizes quando volto. Vou perder-me? Sempre e sem pudor.

Um abraço só teu. Um beijo no meu caixão. Vem. Vem . Vem. Já escolheste como me vais matar? Com essa revolta toda a fervelhar no teu sangue fraco? Com essa raiva? Estás quase perto de mais. Já tens a tua arma? Ah, sim, claro. Como me esqueci? Contigo é tudo físico.

Vai ser rápido ou lento? Só me queres matar que nem ligas aos pormenores. O teu cérebro congelado não deixa. Vem. Vem. Vem. A tua revolta fascina-me. És tão machista! Estás pronto para respirar por mim? Pois, como sabes, eu nem sempre respiro. Pensavas que isso era uma brincadeira minha? Fazes-me rir.

Não sabes mesmo com quem estás a lidar. Vem. Vem. Vem. Já escolheste o meu caixão? Ah, tu não te importas com isso. Já esperava. Porquê que me queres morta? Atrapalho-te? Faz-me rir. Sou tão querida. Como seria capaz de te encurralar? Achas que seria capaz? Até me entristeces com esse pensamento. Não, nunca.

Pára de ser tão revoltado. Anda cá. Chora de alívio novamente. Vem. Vem. Vem. Vai ser o nosso segredo. Vai sim, confia.

Pára de gritar. Estás-me a assustar. Com isto a acontecer deverias ter mais calma. Um caso como o nosso. Tem calminha. Eu sei que vou ficar aqui. Nunca vais ter o que eu não tenho. Um beijo. Pede aos Céus. Vais ser feliz.

Não precisas mais de chorar de alivio. Gritar. Stressar. Que pena ver-te assim. Rasga o meu perdão com toda a tua vontade. Eu não vou mais fugir do que és. A viagem acabou para ti. Sim, para ti. Faz-me rir. Que triste é tu viveres.

Amigos? Deixa-me rir ainda mais. És patético! É de pedir aos Céus mais inteligência para ti! Sê inteligente! O teu sangue é fraco. Tudo em ti é fraco. Cobarde. Gostar de ti? Nunca! Prefiro a tua morte. Ninguém me vai parar. Ninguém me vai perguntar. Ninguém vai saber o meu porquê. Ofereces a tua vida a bem ou mal? Não entendes, pois não? Achas mesmo que eu quero alguém como tu na minha vida?! Não prestas!

Isto que tu tens não é vida. Tu não tens salvação! Traís. A tua morte não me engana. Grito. Desespero. Choro. Sangue. Tu contaminas tudo aquilo que tocas. Cala esse teu desespero. Eu vou dar sentido à tua morte! Ninguém se lembrará de ti. Só custa no início. Vem. Vem. Vem. Não podes voltar atrás. O teu sangue será só meu. Honra os teus medos. Sabes ser fingido.

O teu sangue cai lentamente. A tua morte não custou nada. Querias a minha morte e eu tive a tua como presente. Mais uma promessa tua em vão. Nunca cumpres o que dizes! És um remendo feito à pressa. As tuas mágoas estão em repouso.

Costuma-se dizer que só é fogo se queimar. Não lamento. Agora és um segredo da tua alma desfeita. Estavas a cambalear na minha vida. A tua vida patética não fazia sentido. Fiz-te um favor. Vem. Vem. Vem. Imploraste. Gostei. Vieste com falinhas mansas. As do costume. Deliciei-me com acto de te matar. Ficaste mais miserável!

 

Beijinhos

 

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