Miss L

Espaço Pessoal || Metro do Porto

Olá Nossos Devanienses (e Metro do Porto)!

Parece que alguém anda de metro, mas não é por vontade própria. Sim, é verdade que tenho carta e tudo mais, mas também tenho medo de conduzir. Acontece às melhores. Logo, posso dizer a plenos pulmões que não ando por vontade própria.

Não é que eu deteste os transportes públicos em geral, eu detesto este em particular.

Não sei o que dá aos humanos quando entram no metro, mas eles perdem a noção de espaço pessoal. Têm uma necessidade enorme de roçar e ficar encostado a alguém. É muito irritante e não só.

A primeira coisa que eu faço ao entrar no metro, caso não tenha lugares sentada, é tentar ter o meu espaço pessoal. Não, não é segurar-me. É mesmo evitar que alguém se roce a mim ou se encoste. Há uma necessidade surreal. Têm espaço, mas querem incomodar. Só pode ser isso. Não vejo outra explicação.

Porém, quando fazem isso, fazem-no com dedicação, como se fosse o seu dever. Ainda ficam com cara de tacho quando alguém se mostra incomodado. Pior, quanto mais nos afastamos, mais colam.

As pessoas mantêm entre si um espaço que pode ser classificado como íntimo, pessoal, social e público; o espaço pessoal é definido como a área ao redor do corpo que normalmente só permitimos que certas pessoas ultrapassem (Argyle; Trower, 1981; Hall, 1989), segundo o site da Universidade Metodista de São Paulo.

Quando se entra no metro, isto fica de repente errado, pois deixa de haver o direito ao espaço pessoal. Eu detesto horrores que alguém que eu não conheço (ou até que eu não goste) se enconste a mim. Detesto mesmo.

No Metro de Lisboa não é assim, porém no Metro do Porto é. No Metro de Lisboa é tudo bem diferente. Bem diferente em todos os sentidos. Há outro respeito. 

Até gostaria de entender porquê que isto acontece. No comboio não acontece. Pelo menos, nas alturas que eu o uso.

Beijinhos

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *