Texto Pessoal

FIZ DE NOVO || TEXTO PESSOAL

Olá Nossos Devanienses!

Tu és muito eludido. Até dá vontade de rir de tanta inocência. Vem, vem, vem. Eu penso que tu queres de novo, que queres este modo Amigos. Sentes isso como sendo um crush? Acredita em mim, isto é sério. Tu estás a perder a minha essência. Esse é o típico limite.

Oh, eu fiz de novo. Brinquei com o teu coração e perdi o jogo. Tu pensavas que eu estava apaixonada. És inocente a esse ponto? Eu não o sou!

Tu disseste que o problema era esse. Eu sonhei de novo. Eu desejei que a realidade deixasse de existir. Chorei por um par de dias. Eu chorei ao assistir aos dias.

Tu foste um tolo durante bastantes vezes. Mas tu perdeste a minha existência devido a esse limite que quiseste ultrapassar.

Eu fiz de novo.

Eu fiz de novo.

Eu fiz de novo.

Talvez eu me apaixone um dia…

Beijinhos

Texto Pessoal

SENTE ESTE TERRAMOTO || TEXTO PESSOAL

Olá Nossos Devanienses!

Sente! Sente! Sente! Dizes que sou sem-vergonha, porque te dou insónias e acabei com o teu sossego. Sou o sonho mau de todas as invejosas. Estás nas minhas mãos. Sou o sonho de quem não me tem. Eu sou o terramoto da tua vida. Não paro. Podes gritar. Podes implorar. Gosto de te ver perder o controlo.

Sou o teu desejo. Sou o teu desejo. Sou o teu desejo.

Eu entrei na tua mente de forma indecente. Já caiste no meu jogo. É o teu fim.

Brincaste com o fogo, queimaste-te porque quiseste.

Não comes. Não dormes. Estás paranóico. Não podes virar o jogo. És zika? Deixa-me rir.

Perdeste!

Beijinhos

Texto Pessoal

EU SOU O TEU VENENO || TEXTO PESSOAL

Olá Nossos Devanienses!

Trago-vos um texto pessoal.

Eu sou o teu veneno que corre lentamente na tua mente. Cuida bem desse veneno. Nem sabes no que estás metendo. Estás a brincar com o fogo. Tu gostas.

Te declaro uma vítima letal. Pensas que eu estou noutro sonho. Eu controlo o teu corpo. Dá-me o que quero.

Tem cuidado… Sonha! Sonha! Sonha! Eu sou o veneno. Pensa mais em mim aos poucos. Eu estou a conseguir. Estás na minha mão. Tenho-te onde quero. Estás a brincar com o fogo…

Mantem o jogo. Estás a jogar segundo as minhas regras.

Regras.

Regras.

Regras!

Sente o terramoto da vida.

Vida.

Vida.

Vida!

Beijinhos

Texto Pessoal

GOSTARIA DE TER OUTRO CHÁ? || TEXTO PESSOAL

Olá Nossos Devanienses!

Gostaria de ter outro chá? Lúcia-lima? Delicioso, não o é? Sinta os seus vapores aromáticos. Descontrai-a. Aprecie tudo. Está no seu momento. Está no seu momento. Está no seu momento. Esqueça tudo ao seu redor. Nada importa neste momento.

            Está cansado? Pouse o livro. Pouse a chávena. Pouse as bolachas. Pouse tudo. Pouse. Pouse. Pouse. Vai ver que vai dormir melhor. Vai ver que vai dormir melhor. Vai ver que vai dormir melhor.

-Texto retirado de “Vinte e Cinco”.

Beijinhos

Texto Pessoal

TEXTO PESSOAL || UM POUCO DE CHÁ

Olá Nossos Devanienses!

Trago-vos mais um texto do meu livro. Esperamos que gostem!

Já dizia o Poeta que tudo vale a pena se a nossa alma não for pequena. A nossa alma é maior do que imaginamos. Muito maior. Mais extensa. Mais livre. E deve ser libertada de toda a negatividade. Toda. Toda. Toda. Não deixar nem um bocadinho, pois isso só contamina.

            Como expulsar a negatividade de nós? Não sei. Ainda não estudei essa parte. Mas sei que é possível. E acreditar no possível é muito bom. Na possibilidade de coisas boas na nossa vida. Só porque merecemos. Só porque merecemos. Só porque merecemos.

            Merecemos a luz na nossa vida. A luz da pureza. Gratidão. Gratidão. Gratidão. Merecemos ser felizes. Muito felizes. Eternamente felizes. Temos uma vida pela frente e devemos aproveitar. Felizes. Felizes. Felizes. Sabe qual é a fórmula da felicidade? Não? Ninguém lhe ensinou? Sabe quando somos mais felizes? Eu digo. Quando estamos a ler. Exactamente. Quando estamos a ler. Vamos directamente para outro mundo. Um mundo à parte. Um mundo que merecemos. Faz-nos sorrir. Faz-nos chorar. Mas faz-nos bem.

            Um livro tem o dom de nos libertar. Tem o dom de nos mimar. Tem o dom de nos aconchegar. Quase nos agasalha do frio. Eu escrevi quase. O melhor é vestir um casaco. Também deveria colocar uma manta nas pernas. Para completar, tenha consigo o seu chá preferido. Chá branco? Perfeito.

Pipocas também se quiser, mas só o chá é muito bom. Morno. Faço-lhe companhia. Também é o meu preferido. Umas bolachas de canela condizem muito bem com este chá. Sou-lhe muito grata. Aquece a alma. Aquece a alma. Aquece a alma.

O chá é um bom relaxante. Aquece. Aquece. Aquece. Relaxa. Relaxa. Relaxa. Talvez seja um momento que expulsa a negatividade. É um momento só nosso. Só nosso. Só nosso.

Que tal acender a lareira? Lua cheia. Lua cheia. Lua cheia. Está frio na sua sala. Esfrego as mãos para as aquecer e bebo mais chá. Como mais duas bolachas. Um óptimo serão. Quem não tem lareira, imagina. Um dia terá. Um aquecedor também serve. Basta ligar. Talvez uma salamandra. O que tiver. Relaxe. Relaxe. Relaxe.

Imagine-se numa sala. Pequena e aconchegante. Chá. Bolachas de canela. Um livro da sua preferência. Lareira acesa. Relaxante, não é? Sente-se bem quente. Uma temperatura agradável. A chuva lá fora. Batendo levemente. Uma melodia relaxante. Quase se torna na sua música favorita. Está muito frio lá fora. Inverno, talvez.

Devemos estar perto do Natal. Já tem a sua prenda? Sim? Óptimo. Todos merecemos uma prenda de nós para nós. Eu ofereço a mim própria todos os meses. Duas vezes no mês do meu aniversário e em Dezembro, mês do Natal. Mereço. Faz-me feliz. Faz-me sorrir. Adoro abrir prendas, mesmo as que sei o que são. São mágicas. São pedaços de alegria. São pedaços de bondade. São pedaços de ternura.

Ainda está na sala? Óptimo. Continue, porque lá fora está muito frio. Um frio de rachar. Outra manta? Talvez seja melhor. A Lua cheia cumprimenta-nos lá de fora. Quase sorri. Também está feliz. Encantada com a nossa presença. Estamos bem e transmitimos-lhe boa energia. Energia positiva. Energia do bem.

Aceito mais chá. Acabou? Continue na sua leitura. Eu vou buscar mais. Continue a ler. Faz-lhe bem. Tanto mentalmente como espiritualmente. Vou mudar o sabor do chá, se me permite. Mirtilo e açaí. Vai adorar. É delicioso. Tranquiliza o corpo e a mente.

Respire fundo e sinta o aroma. Não se irá arrepender. É maravilhoso. Um sabor agradável. Um sabor místico. Um sabor que merece ser tomado. Ser apreciado. Ser degastado. Ser tomado.

Maravilhoso, não é mesmo? Tem um cheiro tão bom. Um sabor ainda melhor. Agradável, não é mesmo? Sinta. Sinta. Sinta.

Sinta bastante. Ilumine os seus pensamentos. Vou buscar mais bolachas de canela. Saboreie. Sinta. Sinta. Sinta. É algo único. Os chás têm um efeito tão bom nas nossas vidas. Acreditem. Acreditem. Acreditem.

Acreditem e sintam. Um chá, bolachas de canela e um livro são tão bons. Qualquer chá. Qualquer chá. Qualquer chá.

Beijinhos

Texto Pessoal

TEXTO PESSOAL || GRITA COM VONTADE

Olá Nossos Devanienses!

Voltaram aos textos pessoais.

Grita. Grita com vontade. Grita. Grita. Grita.

Calma. Bebe um chá. Chá de mirtilo. Chá de romã. Chá Branco. Chá verde. Chá. Chá. Chá.

Grita. Grita com vontade. Grita. Grita. Grita.

Só respira. Inspira. Agora pira.

Grita. Grita com vontade. Grita. Grita. Grita.

Deixa entrar em ti a energia positiva.

Grita. Grita com vontade. Grita. Grita. Grita.

Grita. Grita com vontade. Grita. Grita. Grita.

Grita. Grita com vontade. Grita. Grita. Grita.

Beijinhos

Texto Pessoal

DOIS CINCO || TEXTO PESSOAL

Olá Nossos Devanienses!

 

Corre. Se parares de correr vais morrer. Vais mesmo. Se pares um segundo, podes esquecer a tua vida. Ele vai-te apanhar. Vai-te matar. O que vais fazer se morreres? Corre pela tua vida. Corre, por favor. Corre ou ele te mata. Ele vai-te mesmo matar. Não caias no chão. Essa será a tua última queda. Talvez não seja a tua última vida, por isso, a escolha é tua. Vais correr? Vais escolher a vida ou a morte? Corre, pelo amor de Deus. Corre, meu! Vais correr ou queres morrer lentamente? Ele não vai perdoar um único erro.

            Acorda a soar. Mais um pesadelo daquele género. Quem é ele que a persegue? Mónica precisa de descontrair. Prepara um banho longo. Suspira e começa a chorar. Sente um arrepio. Está mesmo cheia de medo. Todos os dias desde que se mudou para aquela casa. Desde que fugiu do seu passado. Já tínhamos chegado à conclusão que ela foge do seu passado. Quem nunca o fez, nem que seja, um segundo na vida?

 

-Texto do livro “Dois Cinco”

Beijinhos

Texto Pessoal

MOMENTOS || TEXTO PESSOAL

Olá Nossos Devanienses!

Não tenha medo de caminhar, muito menos do caminho. Não lute só pelo dinheiro, se não você acabará sozinho. Ela vai acabar. Você sabe quem ela é. Ela era acompanhante de luxo. Trezentos euros. O nome verdadeiro dela era Cláudia Martins. Alugava-se como Susana Martins. Claro que ela fazia tudo! Típico dela. O farmacêutico quis mostrar aos pais dela. Aquela descoberta era o final do casamento. Ele não iria aguentar mais. O pai dela não quis ver. Outra facada da filha. Filha? O irmão dela tirou o farmacêutico dali. O que ganhou ele? O que perdeu o farmacêutico? Trezentos euros. Trezentos euros. Trezentos euros. O farmacêutico está sem saída. A farmácia já não ia ficar para o farmacêutico. Ela já não o quis.

            Fetiche com dinheiro… desculpem, farmacêuticos. Ele fazia tudo que ela queria. O filho que a uniu com o farmacêutico tinha um mês e ela foi para um bar engatar. Até um DJ a enganou, dizendo que era dono de todos os restaurantes que ela gostava. Como? Você sabe? Estou igual. Ela deixa-se levar pelo dinheiro. Anda sempre com carros topo de gama. Ela não gasta um cêntimo em luxos. Eles encham-na de luxos. O quê que ela tem? Você sabe? Pagavam-lhe as contas.

            Um deles, no dia dos namorados, fez trezentos quilómetros para deixar um ramo de rosas vermelhas à porta dela e foi-se embora. Todos da internet, porque fama não lhe falta. Ela esteve com a cidade toda. Doenças? Isso agora… Silicone de graça. Botoxs de graça de seis em seis meses. Extensões de graças. Loira. Tem quarenta, mas parece que tem trinta. Desde que tenha dinheiro, de preferência farmacêutico, pode ser mais novo ou mais velho. Afirma que nunca vai ser feliz. Engana bem quem quer e quem lhe apetece. A você pode enganar. A mim pode esquecer, pois não me engana mais. Acabou com o casamento da irmã. É, ela dormiu com o cunhado. Depois dizia que não queria que o filho fosse de gémeos, pois são traidores. Invejosa! Invejosa! Invejosa!

            Ela… vai acabar mal. Ela não acredita, mas vai. Escorpião… Vamos mesmo falar de signos?! Por gentileza, sê menos inútil nesta vida! Á serio, já chega. Ela… estou a passar a ficha dela. Ela grita. Ela parte. Ela ameaça. Ela bate. Ela não ama ninguém. Ela não se ama. Ela é um veneno. Ela não amamentou os filhos para não estragar o peito… desculpem, porque lhe doía. Falsa! Falsa! Falsa! Ela ataca todos que sabem da farsa dela e não está do lado dela.

            Sabem o irmão que tirou o farmacêutico da casa dos pais? Pois… quando ela era mais nova ligou da casa da vizinha para uma das irmãs e para o pai a dizer que ele a queria matar e a mãe. A verdade? São oito irmãos. Uma casa pequena só com uma casa-de-banho. Ela estava na casinha, o irmão queria entrar, estava apertado. Ela só gozava com ele e não o deixava entrar. A irmã entrou na frente e o tal irmão estava a tomar banho. Perguntou à mãe o que se passou. Respondeu que nada. O irmão estava a tomar banho. O pai chegou e queria bater-lhe, mas a irmã meteu-se à frente. Pediu ao pai para se acalmar e para ouvir o filho. Ela queria que o pai batesse no irmão por gozo. Antes já tinha colocado pulgas no colchão onde o irmão dormia. Só para se rir da desgraça dos outros.

            Ela por dentro é bem vazia. Bipolar. Não toma a medicação. Só peço a Deus para o farmacêutico ficar com o filho. Só peço a Deus para o primeiro enganado fique com a filha. Primeiro enganado não foi, mas foi o primeiro marido. Enganados foram centenas. Talvez milhares.

            Ela é boa família com educação, património e endinheirada. Porquê que ela faz isto? Até em bacanais entrou! Menos na droga, achamos. Ela, na adolescência, roubava lençóis, objectos de colecção e dinheiro aos pais para dar a outra como ela que tinha o namorado drogado. Uma vez, não conseguiu o dinheiro, a moça mandou-a embora e ela tentou-se matar.

            Ela pega geral. Ela não se importa. Ela… Ela… Ela… Eu sempre a protegi! Ela também me enganou. Eu sou a filha que nasceu antes dela e depois do tal irmão. Somos cinco mulheres e três homens. E ela enganava geral. Eu desculpava todos os erros dela. Erros coisa nenhuma. Eu desvalorizava tudo que ela fazia. Ela não faz por mal, dizia eu, acudindo-a. Sinto-me uma idiota por tê-la ajudado tanto. Agora que sei quais são os esquemas dela e não alinho, já sou a pior irmã do mundo! Já chorei noites a fio por causa dela, mas chega. Ela dormiu com o marido da nossa irmã! Embebedou-o! Após disse mal dele e foi viver com a nossa irmã. Ela é um monstro! Ela é um monstro! Ela é um monstro! Agora é só uma parente. Ela disse que me matava. Matava mesmo. Eu que sempre a protegi! Eu ainda tenho a mensagem gravada no meu telemóvel. Deveria apagar, mas não consigo. Não devo! Tenho de lembrar para sempre quem ela é para nunca mais cair no erro de ser enganada por ela! Eu ofereci-me para educar a filha dela enquanto ela organizava a vida dela. Pagar tudo à filha dela. Ela disse que eu só queria roubar a filha dela e ameaçou-me. Eu dei um desconto e não deveria. Não deveria. Não deveria. Eu tentei salva-la. Choro. Choro. Choro. Ela sempre mentiu e eu dizia que era só uma fase. Fui muito anta. Já não sirvo para ela. Já não me engana mais. Sou um alvo a abater. Escrevo como testemunho. Se eu morrer, foi ela. Foi ela. Foi ela.

-Texto que faz parte do livro “Dois Cinco”

Beijinhos