Entrevista ao Escritor

TIAGO REBELO || A ENTREVISTA

Olá Nossos Devanienses!

 

 

Produção mais maravilhosa tragam, por gentileza, os CheeseBurgers da Francisca e uma água para mim.

No mês passado mostrei-vos a resenha do livro Romance em Amesterdão do Escritor Tiago Rebelo. Foi o primeiro livro que li dele e, simplesmente, adorei! Foi logo na primeira página. Quem não sonha com o dono duma Livraria? Francisca e se for só eu, qual é o problema? Não vejo nenhum. Devido ao facto de ter gostado tanto, contactei-o. Tiago Rebelo está na lista dos meus Escritores Quase-Favoritos. Vamos começar a nossa grande entrevista.

 

 

1.O Blog está-se a tornar a pouco e pouco um Blog Literário, por isso, não podemos começar doutra maneira: é viciado em livros?

– Sou especialmente viciado em escrevê-los. Mas, sim, estou sempre a ler algum.

2. Como surgiu a oportunidade de entrar no mundo Literário? Foi difícil?

Não se tratou propriamente de uma oportunidade, mas sim a escolha de uma profissão. Não foi difícil, quando adquiri experiência e qualidade para poder publicar.

3. Sempre sonhou ser Escritor? Se sim, acreditava no seu sonho?

–  Comecei a trabalhar para isso aos 18 anos. Foi um processo de aprendizagem, como noutra profissão. Acreditava, claro, não tinha qualquer dúvida.

 

 

4. Prefere o Novo Acordo ou o Antigo Acordo?

– O novo acordo é um disparate total. Não se muda por decreto a maneira como escrevemos ou falamos. As línguas evoluem naturalmente. Quando alguns políticos encomendam modificações artificiais, só pode dar asneira. Só conseguiram introduzir a confusão no espírito das pessoas e destruir um pouco mais das nossas tradições (depois de Passos Coelho se ter lembrado de acabar com alguns feriados).

5. Em quê que se inspira para escrever?

– Na vida em geral, em acontecimentos históricos, em assuntos que me interessam, enfim, em muitas e variadas motivações.

6. Como sabe, comecei por Romance em Amesterdão. Digo desde já que adorei. Acha que comecei bem?

Essa é uma resposta que não posso dar, porque depende sempre dos interesses de cada leitor. O assunto que interessa a uns não interessa necessariamente a outros.

7. O Romance em Amesterdão é baseado em factos?

É pura ficção.

 

 

8. Qual é o seu livro favorito dos que escreveu e porquê? Qual é que gostou mais de criar?

–  O favorito é sempre o mais recente que escrevi.

9. Qual é o livro que menos gosta? Qual é o livro que menos gosto de criar?

–  Gosto de todos, cada um na sua época e nas suas circunstâncias.

10. É tão complicado ser Escritor em Portugal. O que aconselha?

–  Há, provavelmente, a ideia errada de que ser escritor não deve ser complicado porque todos aprendemos a escrever na escola. Na verdade, ser escritor profissional exige aprendizagem, trabalho, rotina e disciplina, como acontece com outra profissão qualquer. Com empenho, sacrifício e muita determinação, uma pessoa com jeito e que queira mesmo ser escritora, chega lá. Salvo raros erros de apreciação, os livros que são  recusados pelas editoras não são suficientemente bons para serem publicados. Mas, um aspirante a escritor não deve encarar um livro recusado como trabalho desperdiçado, mas sim como um tempo dedicado à  aprendizagem.

 

 

Gostei bastante desta entrevista. Principalmente, pelo facto dum Escritor desta  popularidade concordar comigo, basicamente, o facto é que o Novo Acordo é palha para burros.

Tenho pena que o livro que eu li fosse pura ficção. É uma estória tão amorosa. Espero por mais livros e oportunidade de conhecer outros Mundos. Cada Escritor tem o seu. Só temos de nos entregar.

A última imagem é a capa do novo livro que vai ser publicado até ao final do ano.

Beijinhos