Sociedade

TRATAREM POR SENHORA || “MAS EDUCARAM-ME ASSIM!”

Olá Nossos Devanienses!

 

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Pessoalmente, detesto que me tratem por senhora. Na minha visão, não passa da maneira politicamente correcta de tratar por velha e eu sou bastante jovem. Normalmente, quem usa esse termo são as pessoas mais velhas do que nós. Que sentido tem? É para se sentirem jovens? Eu nunca trato por senhora a ninguém. É um termo muito pesado.

Eu digo sempre que é um termo que não gosto. Se não gosto, se não acho apropriado, digo e pronto. Há quem respeite e há quem não respeite.

“Mas foi assim que me educaram.”, é o que a maioria usa como desculpa. E que culpa tenho disso? Se eu estou a dizer que não gosto, só tem de respeitar e não tratar desse modo. Simples.  Se você foi educado a fazer chichi no mar, eu tenho culpa? Não é educação. O que é banal, nem sempre é normal. Se tu foste educado a cuspir para o chão, que culpa tenho eu? Se tu foste educado a assistir Touradas, que culpa tenho eu?

 

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-Mas você não é uma senhora?, perguntam espantados.

-Não, sou jovem. É meio óbvio.

Sabem o que são pleonasmos? “Velha senhora”, “Subir para cima”, “Descer para baixo” e por ai vai. Conforme podem ver neste site:”Pleonasmo é uma figura de linguagem usada para intensificar o significado de um termo através da repetição da própria palavra ou da ideia contida nela.”. Mas há um tipo de texto que gosto imenso “A jovem senhora anda correndo numa noite clara num dia de Verão gélido. Sim, aquele Sol intenso era congelante.”.

 

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Não seria preciso pedir para respeitarem, como não não era preciso haver uma lei para por o cinto de segurança. Vou dar um exemplo: Há uma pessoa com dois nomes e gosta de ambos, por isso decidiu que o primeiro seria para a Família e Amigos e o segundo para a vida profissional. Uma Colega soube o primeiro nome e passou a trata-la dessa maneira.

-Mas não te chamas assim? Qual é o problema?

-Foi por esse nome que me apresentei?

-Não, não foi.

-Se não foi, só tem de respeitar. É difícil de entender? Esse nome é para a Família e Amigos. Faz parte de alguma dessas categorias da minha vida?

Também há aquelas pessoas que dizem para dizer os dois nomes e as OUTRAS pessoas escolhem qual querem usar. Bom, mas os nomes são da pessoa ou das outras pessoas?

 

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Se não lhe ensinaram, ainda vai a tempo de aprender: Quando alguém diz para não tratar de tal maneira, não se ria, não se justifique, apenas respeite.

Por outras palavras, isto pode ser usado com outros termos: Querida, meu anjo, bebé e por ai fora. Se o receptor diz para não chamar, não chama. É difícil? Não existe “Mas educaram-me assim”. A outra pessoa não tem culpa disso. “Mas chama-se respeito”. Se eu, como receptora, não gosto, não é respeito. A sua liberdade acaba quando começa a do outro. Não se chama respeito, se a pessoa se sente ofendida.

Respeitar, para si, é tratar a outra pessoa de modo que a ofende? Ser educado, para si, é a outra pessoa dizer que não gosta de ser assim tratada e você continuar? Ser educado é justificar com “Eu fui educado assim”? Se você fosse educado que a violência resolve tudo, a outra pessoa teria de levar com isso? E se você fosse ensinado a resolver as coisas gritando e insultando? E se você fosse ensinado que as crianças devem seguir a tradição de fumar no Dia de Reis?

 

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Há um limite. Há um limite para tudo. Aprende todos os dias quem quer. Eu não tenho de aceitar algo só porque você foi educado assim.

Em conclusão, não é porque em casa te dizem que é correcto que passa automaticamente a ser. Não é por te dizerem em casa que não faz mal que passa automaticamente a ser assim. Simultaneamente, se eu lhe disser que não quero levar com o seu fumo, você não tem de me dizer “Mas o meu Pai fazia isso e ninguém morreu.”. Não há “mas”! Engula o “mas” e respeite. Não insista. Não se ria. RESPEITE! Não quero saber dos seus “mas”. Estou-me a marimbar para os seus “mas”. Está-me a incomodar. Ponto final, parágrafo.

Se me chatearem muito, bloqueio. Não tenho de aturar a má educação alheia. 

Beijinhos

 

2 thoughts on “TRATAREM POR SENHORA || “MAS EDUCARAM-ME ASSIM!”

  1. Certíssima e plena em suas convicções! Fato é que por cultura, e muitas vezes uma cultura proveniente do machismo, os pensamentos, modos e linguagens nos ficam enraigados de tal forma que precisamos “bater em teclas” para retirar esses vícios que nos acompanham pela história e se arrastam por sociedades!

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