Sociedade

NÃO SE PODE DIZER || ESCREVER ERRADO

Olá Nossos Devanienses (E Para Os Que Dizem Quando Está Errado )!

 

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O Facebook é uma grande fonte inspiração. Negativa, mas não deixa de ser uma inspiração. Vi uma publicação que referia o seguinte: “Fasso limpezas na zona ( insira uma zona ) a (insira um valor) a hora”. Quase me doeram os olhos. Descobriram os erros ortográficos e de construção frásica da citação? Parabéns, tens um lugarzinho no Céu.

Desejei de imediato que inventassem os Alienígenas para me levarem daqui para fora, porque não se aguenta. Houve quem dissesse que a pessoa em questão não era formada. Infelizmente, hoje em dia dar erros ou não, não quer dizer nada. Visto que há uma Engenheira a escrever “peneu”. É real. Portanto, lá por escrever errado, não quer dizer que não tenha um curso superior. Nem o facto de fazer limpezas a impede de ter um curso superior também.

A pessoa que fez a publicação, por ter sido referido que tinha erros, reagiu da seguinte maneira: disse que praticamente a chamaram de burra, que estavam a por em causa o seu trabalho, que era falar mal, que estava a ser ofendida e que a culpa era do país. Tudo com erros, claro está.

 

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Vamos por partes. Ninguém lhe chamou de burra, nem de abécula, muito menos de anta. Quem escreve errado, chama isso a si próprio se não quiser corrigir. Quem estava a por em causa o seu trabalho foi ela própria devido ao anúncio cheio de erros. Dizer que está mal escrito e com a frase mal formada, não é falar mal, é referir factos. Quem estava a ofender era ela. Estava a ofender a Língua Portuguesa (isso deveria ser considerado crime). A culpa não é do país se a pessoa escolhe escrever errado. A partir do momento que sabe que está errado, tem duas opção de beneficio próprio: corrige ou não corrige. Isso distingue muita gente.

Esclarecidos até aqui? Digo bastante e volte a referir que hoje em dia só aprende quem quer. Quem escreve mal hoje, pode ser a pessoa que escreve bem amanhã. Basta querer escrever bem. Há quem não queira escrever bem. 

 

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Se alguém está na pior escola da aldeia e é considerado aluno de mérito, temos de ver as coisas no seu contexto. O resto da turma escreve, por exemplo, “chatiado”? Então, vemos por aqui que afinal o tal aluno de mérito pode ser um aluno razoável, porém está inserido numa turma mediocre o que faz com seja destacado. Visto que se estivesse numa escola normal seria um aluno mediano. Não há mal nenhum em ser mediano. Há mal em escrever mal. Escrever o futuro do Novo Acordo. Vamos falar a sério, o Novo Acordo já é uma autêntica bosta, não vamos piorar mais.

Podemos não saber fazer mais nada na vida, mas escrever bem e ler bem são as coisas minimas do ser humano.

Não possível escrever “geito”, “apartir”, “nada haver” e não ser de propósito. Recusamos a acreditar. Como assim? É triste.

 

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Não há necessidade de, em pleno século XXI escrever errado. Tem milhões de formas de aprender. Realmente, só não aprende quem não quer.

Não é possível praticar um autêntico terrorismo ortográfico e não ser de propósito.

A pessoa escreve bem se quiser, não importa a escolaridade. Há pessoas com o nono ano que escrevem correctamente porque quiseram aprender a escrever direito e há pessoas com o doutoramento que escrevem mal porque não quiseram aprender a escrever direito. Não é preconceito linguístico, é falta de vontade individual. Falta de vontade de saber escrever. Não há desculpas para escrever errado. Valoriza-te!

Beijinhos

4 thoughts on “NÃO SE PODE DIZER || ESCREVER ERRADO

  1. Como eu te compreendo. Erros ortográficos neste meio é algo que me arrepia e sim, qualquer um pode errar, eu erro, muitas vezes tenho dúvidas ou por algum motivo estou num dia não e há coisas que me fazem confusão na cabeça. Perguntar ou procurar o correto não é diminuir-nos. Sermos corrigidos é uma bênção, claro desde que a pessoa do outro lado o faço a bem, sem menosprezar ninguém. E um curso universitário não define ninguém. Grande parte dos meus professores senhores doutores não sabia escrever. O meu “querido” orientador era um nabo a português, cada frase, cada erro e depois ainda comentou o fato da minha tese não ter erros e que não teria sido eu a escrevê-la (?!?!). Acho que está nas mãos de cada um ser mais culto, ler e estudar um pouco para saber as regras do bom português. Ainda hoje quando vou a escrever “à” ou “há” lembro-me de uma lição que alguém me deu sobre esse assunto. É sinal que estive atenta e que assimilei!

    Desculpa o meu desabafo, mas eu estou 101% de acordo com tudo o que disseste!

    Beijinhos
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    1. Olaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!
      Eu tinha colegas na Faculdade que enfim. Não distinguiam “Não” de “Num” e hoje têm o curso na mesma.
      A Sociedade detesta ser corrigida e não entende que é bom ser corrigido. Depois escolhe se quer continuar a escrever mal ou não.
      Infelizmente há muitos que se dizer profissionais, mas na Faculdade só decoraram e foi assim que passaram, nunca por inteligência e boa escrita.
      Claro, não queria admitir que nesse assunto eras melhor do que ele. Ainda por cima és mulher.
      Quando vou escrever palavras que terminam em “sse” ou “-se”, lembro-me sempre da regra se na negativa separa-se, é com tracinho. Básico.
      Obrigada por partilhares connosco <3
      Beijokitaz

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